2 de outubro de 2012

O mundo precisa de mais Wangari Maathai


Wangari Maathai nasceu no Quênia em 1940 e, apesar das adversidades em sua infância, em 1956, concluiu a escola primária. Depois disso sua formação foi quase meteórica, ganhou bolsa de estudos e passou por universidades nos EUA e na Europa, até concluir o doutorado na Universidade de Nairóbi.
"Quando plantamos árvores, plantamos sementes para a paz e a esperança".
Mãe de 3 filhos, bióloga de formação e especialista em anatomia veterinária, Wangari foi a primeira mulher da África Leste e Central a obter diversos dos diplomas de formação acadêmica pelos quais batalhou. Em 2002, ela foi professora convidada do Global Institute of Sustainable Forestry da Universidade Yale e, nesse mesmo ano, em dezembro, nas primeiras eleições livres do seu país, foi eleita membro do Parlamento queniano.

Wangari Maathai ficou conhecida no mundo pela sua luta de conservação das florestas e do meio ambiente, tendo fundado na década de 1970 o movimento do Cinturão Verde Pan-africano, uma iniciativa que plantou 30 milhões de árvores, gerou emprego e renda e melhorou o micro-clima da região.

Suas formas de ação únicas contribuíram para chamar a atenção nacional e internacional para a opressão política. Ela serviu como uma inspiração para muitos na luta por direitos democráticos e especialmente encorajou as mulheres a melhorar sua situação.

Sua luta e persistência ao longo de décadas foram reconhecidas, em 2004, com a premiação do Nobel da Paz. É dela a frase "Quando plantamos árvores, plantamos sementes para a paz e a esperança".

Precisamos de mais Wangari Maathai no mundo, pessoas que acreditam em uma causa e por meio de sua luta diária provocam mudanças positivas no meio em que vive e na vida de muitas pessoas. E aqui vale tanto as grandes quanto as pequenas mudanças.

Para saber mais e se inspirar, fica a dica de sua autobiografia: Inabalável, editora Nova Fronteira.

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