22 de dezembro de 2011

Férias!!! A conexão entre o cerrado e o mar...

Férias, férias, férias. Uma conexão entre o cerrado e o mar esse ano, afinal meu coração sempre vai estar nesses dois lugares! A todos os queridos leitores desejo que celebrem esses últimos dias de 2011 ao lado de pessoas amadas e que renovem suas energias para correr atrás dos seus sonhos, para executar os seus planos e se preparar para as mudanças de caminho que a vida sempre nos reserva.

Lembrem-se...A vida tem tudo a ver com as pessoas que vc encontra e com o que você constrói com elas!

E para celebrar o céu de São Paulo, fica a recordação do pôr-do-sol de hoje!


Voltamos em Janeiro, com muita energia e novidades!

Abraços,

Hellen

19 de dezembro de 2011

Vida editada! Mais gente praticando o mantra "Não, obrigada, já tenho o suficiente"!

Fiquei muito feliz ao assistir esse filme que complementa o post do dia 05/12/2011 - Dicas para se livrar de alguns pesos...Não, obrigada, já tenho o suficiente!

É isso aí, a vida pode ser editada para se livrar daquilo que não tem a função de te fazer feliz e apenas te faz gastar mais dinheiro, mais tempo e causar mais impacto ambiental. O site Life Edited (http://lifeedited.treehugger.com/), criado por Graham Hill tem a função de promover essa edição para uma vida mais enxuta, com menos coisas e mais vida. 

Espero que vc se inspire a fazer aquela faxina nessas últimas duas semanas do ano e que não faça a reposição dessas coisas que forem embora. Afinal, se já não estavam sendo usadas, não fazem falta e podem liberar espaço, orçamento e você não precisa usar recursos naturais desnecessariamente.
E aí vai o link para o vídeo - http://www.ted.com/talks/view/lang/pt-br//id/1238

16 de dezembro de 2011

Comer não é simplesmente matar a fome!

Você pode não ler todos os dias, não andar de bicicleta todos os dias, não falar com todos os seus amigos todos os dias e até, em casos extremos, não tomar banho todos os dias. Mas ficar sem se alimentar, inclusive várias vezes por dia, ahhh isso é muito difícil!


Mas, comer não é simplesmente matar a fome! Essa frase é da Roberta Sá, coordenadora do Movimento Slow Food no Brasil. Ela complementa a ideia ao afirmar que comer é ter prazer em se alimentar, comer é conviver, comer é saber de onde vem o alimento e como ele foi produzido. E realmente, se você parar para pensar nos bons momentos da sua infância, vai certamente se lembrar das refeições em família e da sua comida preferida feita pela avó, mãe, pai ou outra pessoa que representa afeto para você.

A revista Vida Simples desse mês de dezembro trouxe uma matéria fantástica cujo título é "A revolução começa no seu prato" com uma ideia com a qual concordo: "a refeição é uma das formas mais tangíveis de alcançar muitos dos conceitos da sustentabilidade; ela leva ao extremo o pensamento do aja localmente e pense globalmente, porque realmente consegue ter uma enorme influência na nossa vida e impactar nosso planeta".

Sabemos que dificilmente no corre-corre diário alguém percebe a relação sistêmica que todas as suas atitudes têm com as questões ambientais. Quando estamos no chuveiro tomando aquele banho gostoso, não nos vem na cabeça de onde vem a água que cai sob nossas cabeças ou qual o seu destino depois de usada.

Um outro exemplo muito simples é o ato de sentar-se à mesa para fazer uma refeição, algo que fazemos todos os dias mas distraidamente e com a cabeça com um milhão de ideias e problemas, não nos damos contato de que trata-se de um hábito de grande impacto sobre o meio ambiente e de que a adoção de uma alimentação saudável tem sim o poder de reduzir alguns danos que causamos à natureza.

Basta refletir ao menos uma vez no seguinte...afinal, de onde vêm os alimentos que estão no meu prato? Quem trabalhou para produzi-los? O que aconteceu com o solo onde foram produzidos? Foi preciso muita água? Como e com o que eles foram transportados e embalados? Se vão ficar na geladeira, de onde vem a energia necessária ao eletrodoméstico? Se eles foram cozidos, com o que se produziu as panelas?

Viu só? Uma simples refeição sua, seja ela um sanduíche ou uma bela macarronada, tem muita relação com outras pessoas e com o meio ambiente do qual você faz parte. Poderíamos continuar com uma lista infindável de perguntas e certamente elas teriam uma resposta relacionada ao meio ambiente e à sociedade.


É preciso reconhecer a necessidade de adotarmos uma alimentação mais saudável, em menor quantidade, com menos pressa, sem muita embalagem e claro, sem excessos e desperdícios.

É preciso reconhecer ainda que o cardápio do brasileiro precisa mudar a fim de que cada pessoa esteja bem consigo mesma, com sua saúde e, a partir daí, possa se preocupar com questões socioambientais. Encontrei no site da empresa Mãe Terra algumas informações muito úteis e interessantes sobre a nossa realidade alimentar:

Falta de combustível no café da manhã – Para 84% dos brasileiros, a primeira refeição do dia consiste apenas em pão francês com margarina ou manteiga e café e/ou leite. Entre os 16% que restam, boa parte não come nada até a hora do almoço. Só 0,2% fazem uma refeição saudável nesse horário, com vegetais e alimentos integrais e/ou orgânicos.

Almoço desequilibrado – 83% dos entrevistados almoçam fora de casa e comem apenas arroz (branco) com feijão e carne. Saladas e demais vegetais quase não aparecem.

Bomba calórica na sobremesa - Doces feitos com açúcar refinado e laticínios gordurosos fazem parte do cardápio de mais ou menos 85% das pessoas (o pudim é o campeão de prefência), enquanto as frutas são escolha só de 15%.

Jantar pesado repete o almoço - Mais da metade dos entrevistados repetem o prato do almoço no jantar, ou seja, de novo o arroz-com-feijão e carne vermelha, sem nenhum vegetal fresco.

Muitas horas em jejum - Mais de 80% dos brasileiros fazem por dia só três ou quatro refeições (café da manhã, almoço, jantar e, às vezes, um lanche à tarde). E, na hora do lanche, a escolha recai sobre alimentos refinados e gordurosos, como os produtos tipo fast food ou pizza.

Faltam fibras – Massas e cereais aparecem apenas na versão branca, sendo que as fibras são eliminadas no processo de refinamento.

Distrações pouco saudáveis - 69% dos brasileiros comem em frente à TV e outros 34% costumam discutir problemas durante as refeições.


Fique alerta aos fatos! O Brasil é hoje o país com maior consumo de agrotóxicos, alguns inclusive proibidos em diversos outros países campeões de produção agrícola; 39 milhões de quilos de alimentos são jogados fora todos os dias no Brasil, contudo cerca de 50 milhões de brasileiros vivem em condição de insegurança alimentar; a conscientização passa pela escolha dos seus hábitos alimentares, portanto busque entender mais sobre o movimento Slow Food, o semivegetarianismo e os processos de produção dos alimentos que você come.

Afinal, alimentar-se bem é um ato de amor próprio que pode reverberar em muitos sentidos. E, se você tem esse poder enorme de fazer uma revolução a partir do seu prato de todo dia, porque não começar já?

Abraços e bom fim de semana!

12 de dezembro de 2011

Que tal dar uma volta ao mundo pela culinária natural?

Gastronomia é um tema bem amplo que vai muito além da cozinha e, mesmo, da mesa. A gastronomia um enorme e fascinante universo, que passa pelos ingredientes, pelos utensílios, equipamentos e saberes humanos. Pela História, Geografia e até Religião. Difícil pensar em algo que, de alguma forma, não se relacione com os prazeres da boa mesa (ou com a falta deles). [Correio Gourmand]

Dar uma voltinha aí pelo mundo foi a proposta do segundo módulo de curso que tive o prazer de frequentar lá no restaurante Moinho de Pedra, com a chef Tatiana Cardoso.

Passamos pela Itália com o espaguete integral ao ragú de funghi seco, tomates orgânicos e lentilha...


Demos uma voltinha pelo Brasil com a Moqueca de palmito fresco com leite de côco e banana da terra grelhada, acompanhada de risoto de manga...





Se você acha que a experiência já está boa demais, calma que ainda vem uma passadinha pela India com Couve-flor no vapor com molho de iogurte e curry, acompanhada de arroz integral com ervilha fresca, ghee e amêndoas quebradas...



E uma voltinha pela Espanha com a Paella vegetariana de arroz integral orgânico, "frutos do mato", alga hijiki e castanha de caju...




Depois de tantas guloseimas salgadas, acompanhadas de um bom bate papo sobre dúvidas culinárias, tempo de cozimento dos legumes, dicas do que fazer e não fazer, variações das receitas, etc, etc, etc, não podia faltar uma sobremesa...pêra cozida em suco de maçã, vinho branco orgânico e baunilha em fava. Simples e delicioso...



Bom demais!!!

Durante a aula muitas foram as dicas interessantes compartilhadas pela Chef Tatiana e pela Val. Uma que já adotei é utilizar uma colher para descascar o gengibre ao invés de faca, pois assim você mantém todas as dobrinhas e evita desperdiçar.

Além de evitar o desperdício, outra coisa muito importante é tentar se livrar o máximo que você puder dos alimentos industrializados, gorduras e açúcar (principalmente o refinado). Essa tarefa não é muito fácil pois a maior parte dos alimentos que enxergamos na correria do dia a dia estão em pacotes, não são naturias e a correria acaba por trazer a preferência pelos congelados e fast food. Acontece que alimentar-se bem é um ato de cuidado com você mesmo, um ato de amor próprio e que requer mais atenção.

Os efeitos negativos de uma má alimentação não aparecem no dia seguinte, mas sim ao longo de alguns anos. Um bom exemplo disso é o aumento do número de pessoas obesas e com diabetes, tudo causado por má alimentação, o que já se tornou problema de saúde pública no Brasil.

Uma boa dica que dá uma forcinha para mudar o hábito é se envolver mais com os alimentos ao escolhê-los no supermercado e ao prepará-los entre erros e acertos até que fique digno de convidar mais alguém para degustar... :-). Se envolver com o processo de sua alimentação e adotar hábitos mais saudáveis, essa é a dica desse post!

Bom começo de semana a todos, com muita saúde!

5 de dezembro de 2011

Dica para se livrar de alguns pesos...Não, obrigada, já tenho o suficiente

Adoro ler as dedicatórias de livros -  quase sempre elas funcionam como o tom em que a música vai tocar. Uma que gostei muito e que me inspira nesse post foi feita por Emílio F. Moran à Emily Victoria Moran, em seu livro Nós e a Natureza.

Nessa dedicatória, o Emílio diz ser inpirado pelo mantra da Emily: "Não, obrigada, já tenho o suficiente".

Pois bem, essa frase vem me acompanhando há muitos meses e já invadiu meus pensamentos em diversos momentos de reflexão. Consumir sem realmente necessitar... ter mais que ser.... comprar, gastar, ir ao shopping... dar mais valor a coisas ao invés de fortalecer os laços pessoais... falta de noção do impacto ambiental de hábitos do dia a dia...


Um trecho do livro traduz bem a minha inquietação: "Hoje em dia, mais do que em qualquer outra época, temos casas grandes e lares arruinados, rendas elevadas e moral baixa, direitos assegurados e civilidade declinante. Celebramos nossa prosperidade, mas ansiamos por um propósito de vida." Inquieta muito a continuidade de algumas crenças sem que haja um mínimo de questionamento de posturas nelas fundamentadas, tal como a crença de que ter mais significa ser mais feliz, ou a crença de que é possível manter boa qualidade de vida sem que seja necessário mudar o comportamento para manter ar e água limpos ou fazer com que as florestas parem de ser derrubadas indiscriminadamente...

Pensar que você já tem o suficiente pode ajudar a controlar o impulso de consumir e, por consequencia, reduzir o seu impacto sobre o meio ambiente. Pensar que você já tem o suficiente tem também o poder de te fazer questionar a real necessidade de adquirir mais alguma coisa ou serviço e gastar em vão o teu rico-e-batalhado-dinheirinho-que-não-cai-do-céu. Pelo menos para mim, isso já tem funcionado.

De certa forma, o que venho tentando fazer é adotar esse mantra na minha vida como uma constante nas minhas escolhas.

Como uma das batalhas desse ano é me livrar de alguns quilinhos de massa gorda e ganhar massa magra, numa primeira etapa o mantra "Não, obrigada, já tenho o suficiente" me ajudou a reduzir a quantidade de comida comprada e disponível em casa, ainda mais porque alguma parte ia parar no lixo por ter expirado a validade ou simplesmente não estar mais boa para consumo. A ideia foi evitar calorias desnecessárias e ainda reduzir o desperdício de alimentos. Tem funcionado!

Numa segunda etapa ainda em andamento, esse mantra tem me ajudado a dispensar outros pesos....os pesos dos excessos que tenho em casa no guarda-roupas! E na semana passada fiz então o primeiro limpa. Vestidos há muito não usados, roupas que já não tenho mais a mesma afeição, e por incrível que pareça, roupas que eu jamais havia usado.

Juntei uma grande pilha de roupas e na sexta-feira passada disse à Rosilene que parasse um pouco o trabalho de limpeza da casa para dar uma olhada nas roupas. O resultado foi fabuloso, pois a cada peça que eu mostrava, ela, com um grande sorriso e brilho nos olhos, se lembrava de uma parente, de uma amiga ou vizinha...vai mandar roupa até para as primas da Paraíba! Ou seja, muito peso que estava estocado no meu guarda-roupas vai trazer ao menos um sorriso para um bocado de gente!

Então, fica a dica....


Não, obrigada, já tenho o suficiente...
Não, obrigada, já tenho o suficiente...
Não, obrigada, já tenho o suficiente...
Não, obrigada, já tenho o suficiente...
Não, obrigada, já tenho o suficiente...
Não, obrigada, já tenho o suficiente...
Não, obrigada, já tenho o suficiente...
Não, obrigada, já tenho o suficiente...

3 de dezembro de 2011

De bike em Sampa City 2! Tudo depende de como você enxerga as coisas...

O espaço urbano sempre me fascinou por sua diversidade. É o lugar da intensidade, do barulho, da pressa. Lugar em que muitos se perdem entre a concretude de suas paisagens e se veem atordoados com o ritmo em que vivem, impulsionados por suas obrigações diárias. Porém, ao mesmo tempo, revela o encontro de diferentes espaços, tempos e imagens. "A cada instante existe mais do que a vista alcança, mais do que o ouvido pode ouvir, uma composição ou um cenário à espera de ser analisado" (Kevin Lynch em sua obra A imagem da cidade, citado em http://www.psicanalitica.com.br/).


Quando as pessoas me perguntam se eu gosto de morar em São Paulo, minha resposta é direta: "tenho uma relação de amor e ódio com essa cidade". A relação é mesmo complexa, principalmente porque é necessário um certo 'esforço extra' para não se envolver no caos e adotar um ritmo de vida mais saudável.

Como quase todo mundo, odeio o trânsito, a poluição, as aglomerações em shoppings e, mais recentemente, odeio como a vida está ficando mais cara aqui, com os preços de tudo indo rumo à estratosfera. Mas, no meio do caos, dependendo de como você enxerga os espaços da cidade, e claro, dependendo da tua vontade de buscar alternativas fora da correria, agitação e aglomeração, é possível ter prazer em viver em São Paulo e amar a cidade.

Foi com esse espírito que surgiu o registro de um passeio pelo parque Severo Gomes, localizado na Granja Julieta. Adotamos o método TBC - Tira a Bunda da Cadeira!!!...(mas não vá para o shopping...rsrsrs)

Não temos o mar como quintal em São Paulo, mas se você procurar bem, vai encontrar verdadeiros oásis verdes pela cidade...


E se você começar a acostumar seu olhar sobre as belezas dessa cidade, ainda vai poder encontrar...





ADOTE O MÉTODO TBC NESSE FIM DE SEMANA!!!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...