29 de outubro de 2011

Vida de cão!!! Inspire-se nos cachorros para aproveitar o seu dia!

Aproveitar a natureza...as plantas, os animais, o sol, a chuva, o ar que respiramos, tudo deixa-nos mais ricos do que qualquer coisa que possamos comprar!

Nesse universo, os cachorros são amigos especiais, capazes de trazer muita alegria para a vida dos seus humanos! E podem inclusive dar uma grande lição de como viver, de como aproveitar a vida em sintonia com o meio. A Monkey, essa cadelinha do vídeo, é um exemplo disso. Ela foi adotada e certamente deixa a vida dos seus humanos mais colorida.

Se você não pode adotar um cachorro , pode talvez ajudá-los de uma outra forma (dicas logo mais abaixo do vídeo) ou, pelo menos pode tentar adotar o estilo simples de levar a vida que esses bichos têm! Felizes por estarem na companhia de quem os ama, retribuindo todo o amor e carinho que você recebe!




Há pelo menos 2 anos sou madrinha de ração de três cachorros que moram na zona norte (a Fifi, o Bob e a Neguinha), que recebem muito carinho de seus humanos mas que não têm condição financeira de mantê-los adequadamente. E mesmo assim, essas pessoas amam seus cães! Eles e outros cães têm uma cuidadora, a Andrea Ribeiro, um verdadeiro anjo na vida desses bichinhos e que faz de tudo para arrecadar fundos para continuar a protegê-los. Ela também é um anjo na minha vida, por me ajudar a ajudar!

Se você não puder ter um cão, fica então o convite para vocês buscarem ajudar esses bichinhos de alguma maneira, pois muitos têm sido abandonados.

E claro, denunciem abusos pois maltratar/judiar de animais é CRIME!

Aí vão algumas dicas:

1. Cãominhada do Centro de Zoonoses - acontece todos os domingos e você pode ajudar um cão abandonado a se divertir e se exercitar! Pode também encontrar seu novo amigo! http://www9.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/sms/probem/ccz/caominhada


2. Adote um Focinho - site muito informativo e legal para quem está a fim de encontrar seu novo amigo ou, pelo menos, ajudar a instituição a manter os bichinhos que já estão lá.  http://www.adoteumfocinho.com.br/v1/index.asp

3. Busque um cuidador como a Andrea e ajude! (andreatigr@gmail.com)

28 de outubro de 2011

Origamis para sacos de lixo! Que tal aproveitar o jornal que já ficou velho?


De vez em quando, repare só na expressão facial do vendedor que já colocou suas compras numa sacola plástica, e você diz: obrigada, mas não precisa de sacola! Gente, eu já presenciei várias cenas da pessoa ficar com uma cara de que eu tinha pedido frango a passarinho no McDonalds....assim mesmo, sem reação ou me achando meio maluca!

Mas, por outro lado, tenho visto cada vez mais pessoas nos supermercados com as suas próprias sacolas retornáveis. Ainda são a minoria, mas já fico feliz em perceber o começo da mudança.

As pessoas têm acordado para o mal que essas sacolas representam para o planeta. Há diversas iniciativas em andamento, como supermercados que, por força de lei ou por conta de seus programas de sustentabilidade, passaram a não disponibilizar sacolas de graça, ou de filhos que têm educação ambiental na escola e cobram as mães para que não usem mais sacolas plásticas.

E claro, como a legislação está ficando mais restritiva, é melhor se preparar para o universo de "quase-zero-sacolas-plásticas"! Para isso, nada melhor do que soltar a criatividade!

Adorei essa solução que vi no blog Vibe do Amor (link alí embaixo na lista de sites e blogs que recomendo). Vou tentar aqui em casa. E você? Lembre-se....algumas sacolas a menos por semana, já significa menos lixo, menos poluição!


E os meu ficou assim...



Super fácil de fazer!

27 de outubro de 2011

7 bilhões??? Mas há 12 anos éramos 6 bi!

Na próxima segunda-feira seremos 7 bilhões de pessoas...(fiquei algum tempo olhando para essa frase e refletindo, sem conseguir digitar uma letrinha sequer).

Bem, apenas 12 anos atrás éramos 6 bilhões e, há pouco mais de 100 anos atrás havia 1 bilhão de humanos divindo espaço no planeta. Nos próximos 40 anos seremos quase 10 bi! 
Fonte: ONU, The Guardian
 Mas e daí? Só mais um bocadinho de gente....vai caber sim....tem tanto espaço por aí que não foi ocupado, não é?

São Paulo, Set/2011
 
Infelizmente, não é bem assim!

É preciso lembrar que somos do reino animal e temos funções biológicas a serem supridas pelos recursos naturais. Cada pessoa a mais também precisa de comida, água, energia...vai, sem dúvida alguma, produzir resíduos e, direta ou indiretamente, causar algum tipo de poluição.

Se nas próximas décadas não houver uma grande mudança nos padrões de produção e consumo, outros números que vão crescer são os de gente passando fome e na miséria, espécies extintas, conflitos por água potável e outros conflitos que vão te dizer que é de cunho religioso ou em nome da democracia, mas que no fundo no fundo, têm uma estratégia implícita: ficar de olho e se apoderar dos recursos naturais do vizinho...

Sistema Cantareira. Detalhe é que quase metade da população de Sampa City depende dessa água, mas o sistema sofre muito com ocupação (rural, mas principalmente urbana) irregular e tem alto nível de poluição.

China e India vão continuar com altas taxas de fertilidade comparadas a outras nações. Contudo, não adianta colocar a culpa só nos chineses e indianos hein! Até mesmo porque, essa coisa de colocar a culpa nos outros, tem o poder de tirar a responsabilidade daquele que aponta só para os outros. Além disso, a cultura ocidental é mais propensa a reforçar a dicotomia homem-natureza do que a oriental.

E vale a frase do Chesterton: "Não apenas estamos no mesmo barco, como todos sentimos enjôo!"

Tenho dúvidas sobre a tecnologia  conseguir fazer mesmo com que nossa necessidade de recursos naturais e a quantidade de resíduos que geramos seja mínima em um curto espaço de tempo.

Por enquanto, fico com a crença em que um planeta com mais gente, é um planeta pior.

Vamos fazendo nossa parte e também torcendo para que mais pessoas possam registrar momentos e lugares como esses aí no futuro...


Parque do Itatiaia (RJ), Ago/2011

Parque do Itatiaia (RJ), Ago/2011

26 de outubro de 2011

A humanidade não se definiu pelo que criou...


Charge do Fred Ozanan - http://fredcartunista.blogspot.com/ 

"A humanidade não se definiu pelo que criou, mas por aquilo que ela escolheu não destruir."
Edward O. Osborne

E não adianta pensar que temos que mudar só nossos hábitos de consumo. Isso é uma parte importante, mas é uma das partes dessa história! Se os processos produtivos não mudarem também, a cena da charge vai ser logo logo mais comum do que imaginamos....

23 de outubro de 2011

De bike em Sampa City. Imaginem só se o Pinheiros fosse como o Reno ou o Tâmisa...

Não acredito que São Paulo seja uma cidade dessas que convidam seus moradores a estarem do lado de fora de casa (ou do lado de fora do shopping center). Os espaços públicos são muito mal explorados, além de existirem em número reduzido para o tamanho da população.

A não valorização dos espaços públicos, infelizmente, é uma característica da sociedade brasileira como um todo. Veja, claro que há exceções, mas é necessário reconhecer que o valor dado ao espaço privado ainda é muito maior. Cuidar da rua ou de uma praça como se cuida de casa...espero muito que nessa vida eu veja isso acontecer em larga escala no Brasil.

Desafiando essa realidade, Marcelo e eu decidimos pedalar fora da academia! Compramos as bikes que Marcelo mesmo montou. O tempo ruim dos últimos finais de semana fez com que adiássemos as pedaladas mas, ontem, com o sol raiando, nos inspiramos. Depois de estudar bem os roteiros possíveis para ciclistas no fim de semana veio a conclusão - que colcha de retalhos!!! Ligam nada a lugar nenhum...é difícil de acessar e, na real, a turma do volante aqui em São Paulo está longe de saber dividir o espaço da via com os ciclistas!

Decidimos então começar pela ciclovia da Marginal Pinheiros, mesmo tendo aquela voz lá dentro de mim perguntando...e o cheiro? aliás, e o fedor???? mas consideramos um pouco mais seguro.

E arriscamos...

Ciclovia Marginal Pinheiros
Saímos de trem da estação Granja Julieta e seguimos até Jurubatuba. Depois de carregar as bikes para cima e para baixo pelas escadas, finalmente colocamos as rodas das magrelas na ciclovia.

Optamos por pedalar contra o vento e em sentido dos confins da Zona Sul. E nos surpreendemos - não sentimos o mau cheiro nessa região, mais esverdeada e menos populosa, o que já não ocorre na região da ciclovia no sentido da Vila Olímpia.

Havia um número pequeno de pessoas aproveitando esse espaço, ainda mais num dia de temperatura amena. Se brincar vimos mais pássaros do que gente, o que para São Paulo é algo incrível! Marcelo até arriscou um off road.


Nos deparamos com algumas favelas ao longe e também com um segundo efeito da não valorização dos espaços públicos...lixo! Não na ciclovia, mas no rio...muito lixo, principalmente garrafas pet. Mas, também fomos surpreendindos por um dos poucos animais silvestres que restam nessa região...


Capivara pastando próximo à ciclovia

Acho que o bichinho já se adaptou a tanta poluição. Dá uma confusão nos sentidos - é bom ver o bicho, mas ao olhar o ambiente em que ele está inserido, dá uma pena!

Acredito que voltaremos à ciclovia da Marginal Pinheiros. Até mesmo porque, é necessário experimentar por si mesmo, conhecer, para saber criticar melhor. Mas obviamente eu prefereria pedalar ao longo de um rio limpo, sem lixo e maus odores. Será que um dia vamos aproveitar o Pinheiros como os moradores de Paris ou Londres aproveitam o Sena e o Tâmisa?

18 de outubro de 2011

Estimule seus sentidos, se envolva! Qual a sua dose diária de verde?

Quer algo mais estimulante para os sentidos do que estar com fome e sentir o cheiro da sua comida preferida? Antes mesmo da primeira garfada atingir a sua boca e inundar seu paladar de prazer, você provavelmente já comeu a comida pelos olhos e nariz. :-) E essa sensação vai ficar armazenada na sua memória, ahhh se vai!

Pois bem, algo semelhante acontece quando as pessoas passam a se envolver mais com o meio natural. Um exemplo que ocorre comigo é que depois de um tempo sem mergulhar, ao entrar no quarto onde as roupas e equipamentos de mergulho estão guardados e sentir o cheirinho do neoprene, instintivamente respiro pela boca!

Nessa era-super-digital em que vivemos, é importante manter uma dose mínima diária de "verde". E há alternativas, mesmo para quem vive nas agitadas metrópoles!

Pôr do Sol na cidade de São Paulo - nada mal!
 Experimente regar uma planta, que pode ser um pezinho de pimenta ou de manjericão na sua cozinha. Aliás, adoro o cheirinho do manjericão quando estou a cuidar dele com um simples bocado de água.

Experimente caminhadas ao ar livre, que tanto pode ser num parque quanto numa praça perto de sua casa.

Resgate a brincandeira de dar nomes às nuvens com seus filhos.

Observe as luzes do pôr do sol da janela de seu escritório.

Procure um lugar para sentar ou estar ao ar livre, que pode ser mesmo na janela ou sacada do seu apartamento, pare 5 minutos todos os dias, observe uma árvore ou o céu e se permita esvaziar a cabeça.
 

Meu pé de manjericão

Ou seja, faça com que vivenciar o verde, a natureza, se torne um hábito simples na sua vida. Se permita fazer uma desintoxicação digital! Quando você (re)descobre o quanto o contato com a natureza mexe com os seus sentidos, isso fica mesmo armazenado na memória e te traz mais felicidade e harmonia.

Não permita que a natureza continue a ser ou se torne uma abstração na sua vida apenas por medo ou comodidade...Os psicólogos dizem que qualquer mudança de hábito leva pelo menos 6 semanas. Então, comece logo! :-)


Pequenas e encantadoras...


Abraço,

Hellen

17 de outubro de 2011

Imaginem a volta dos mercados e mercearias de bairro!

Quem separa lixo orgânico de inorgânico (inclusive recicláveis) em casa já deve ter reparado que o volume de embalagens é muito superior ao volume de orgânico. Só para ter uma idéia, aí estão os recipientes de lixo aqui de casa, sendo o verde o destino dos inorgânicos e, na maioria das vezes, insuficiente.


Verde: lixo inorgânico reciclável / Branco: lixo orgânico



Infelizmente, a maioria das pessoas no Brasil não faz essa separação de lixo. E tudo vai parar nos aterros sanitários (quando existem), lixões, e também nos rios e oceano.



Fico imaginando se o sistema de mercearias e mercados de bairro voltasse...Certamente ajudaria a pelo menos reduzir o volume de lixo. Mas teria que ser com o jeitão da Rainbow Grocery, onde o uso de embalagens é bem reduzido e o cliente ainda pode economizar se levar a sua própria. Olhem só esse vídeo:


Eu achei o processo todo um tantinho complicado e demorado, mas acredito que é possível melhorar para atender aos mais apressadinhos. Ainda assim, achei a idéia muito boa!

16 de outubro de 2011

O essencial é mesmo invisível aos olhos, até mesmo quando pensamos em cuidar do meio ambiente.

 Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves
esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
(Antonie de Saint Exupéry)












Sempre gostei de observar flores e plantas, mas nunca fui muito de cuidar delas, até começar a ganhar algumas, tê-las por perto, cativá-las e ser responsável por elas.

Apesar disso, sempre gostei muito do contato com a natureza, de sentir cheiro de mato, de estar no fundo do mar com os peixes. Aliás, essa prática de contato com o meio natural sempre foi incentivada pelos meus pais e acredito que isso me ajudou muito a me sentir responsável pelo meio em que vivo, pela vida que me cerca e da qual eu sou parte integral.

Uma das melhores lembranças que tenho do meu saudoso pai é o cuidado que ele tinha com as suas árvores de estimação - um pinheiro e uma parreira, além do zelo pelos bichos.

Muito me preocupa a falta de percepção das pessoas quanto aos impactos dos seus atos e escolhas de consumo, estilo de vida.

No livro Nós e a Natureza, Emílio F. Moran afirma que a "dicotomia cartesiana entre homem e natureza é uma idéia específica da sociedade ocidental, não necessariamente partilhada por outras culturas. A maior parte dos povos do mundo não exterioriza a natureza dessa maneira. Ao contrário, considera o homem como parte da natureza".

É preciso reconhecer que o modelo econômico atual não favorece a vida. Alguns cientistas criam armas capazes de eliminar a vida do planeta, enquanto alguns químicos abusam da tabela periódica e criam substâncias que não podem ser processadas pela natureza. Do mesmo modo, as pessoas continuam a consumir além do que necessitam. E o problema não é só o fazer, mas não reconhecer que o que se faz tem importância para o meio em que vivemos.

Cuidar da natureza não é algo que se faz sozinho. Sou realista, mas também acredito na mudança.

Como diz o Emílio F. Moran, "deve existir alguma parceria de confiança entre as comunidades humanas, ligadas por pactos que favoreçam a vida em oposição à acumulação material, que favoreça a dignidade dos membros da comunidade e a satisfação por se cuidarem mutuamente e da natureza como um bem maior. Precisamos reconceituar nossas relações mútuas e com a natureza, e nos considerar partes orgânica dela."

Como essa mudança requer mais do que mudar apenas forma de pensar e agir, requer sim mudar valores, essa batalha não vai ser nada fácil.....

14 de outubro de 2011

Recife! Uma sequência de coisas erradas que, no fim, dá tudo certo!

A idéia na quinta-feira (06/10) era arrumar as malas para evitar correria no dia seguinte ao ir para Guarulhos tomar o vôo para Recife. Funcionou parcialmente, pois surgiram alguns imprevistos como almoço de trabalho do Marcelo e o fechamento final das 4 malas, 2 mochilas e 1 bolsa. Viajar para mergulhar e fotografar é sempre uma aventura que começa antes mesmo de chegar ao aeroporto!

Conseguimos sair de casa, na Zona Sul, às 15:20. Um tanto já atrasados para o vôo que partia às 18hs. Tudo verdinho no GPS, mas foi só pegar a Marginal Pinheiros que o sr. Murphy apareceu. Acidente com três caminhões na ponte da Cidade Jardim e tudo, absolutamente tudo, ficou parado.

Cortamos caminho por bairros até conseguir chegar na Av. Bandeirantes e seguirmos para a Marginal Tietê. No caminho, vários pontos de trânsito pesado. Oscilamos entre otimismo e pessimismo. No início, eu dizia que iria dar tempo e que chegaríamos, enquanto Marcelo dizia que perderíamos o vôo. Lá mais próximos do Centro e Marginal Tietê, era minha vez de dizer que não ia dar tempo, enquanto Marcelo afirmava já batendo no volante: Não nadamos até aqui para morrer na praia! E os estômagos gelados!
Por volta de 17:20 chegamos a Guarulhos. Na área de embarque colocamos todas as malas em um carrinho e nos dividimos. Verdadeiro trabalho de equipe! Enquanto eu corria para fazer o check in, Marcelo corria para estacionar o carro.

Carrinho pesado (4 malas + 1 mochila + 1 bolsa), entrei no aeroporto com foco em encontrar a minha vítima - qualquer funcionário da TAM que pudesse ajudar a aliviar o desespero do atraso. Encontrei! E fui direto, bem rápido, com o carrinho para cima da pessoa, e disse com muito nervosismo: Moça, toh muito atrasada! E ela me responde com o mesmo tom de voz que eu usei: Qual é o seu vôo?! (não dava tempo de rir, mas deu muita vontade na hora). Eu então disse: Recife, 18hs. E ela em tom agitado: Vem comigo! (mais vontade de rir ainda).

Fato é que foi colocar a primeira mala na balança que alguém passou gritando: Recife 18hs encerrado, Recife 18hs encerrado! Nessa hora, não tive dúvida, olhei para o atendente e disse: Mas você vai finalizar o nosso check in né?!!!

Malas despachadas, cartões de embarque na mão, celular com a bateria acabando e enviei uma mensagem para Marcelo indicando o portão. Não demora muito e ele chega todo esbaforido. Também pudera, estacionou o carro na primeira vaga que encontrou para evitar mais atrasos - longe, bem longe, e veio correndo! Parecia ter corrido uma maratona com aquela mochila de uns 10kg nas costas!

Entramos, fomos direto para o portão. E ao chegar lá, aquela confusão de costume nos vôos nacionais saindo de Guarulhos. Muita gente num espaço reduzido. Me dá licença aqui, me dá licença lá e chegamos ao funcionário da companhia aérea que lodo nos diz: o embarque para Recife terá atraso de 20 min. Nessa hora, Marcelo e eu nos olhamos e demos um grito de comemoração: yeahhhhhhhhh!!!!! Obviamente éramos os únicos comemorando o atraso do vôo...os demais passageiros ali ao redor nos olhavam com uma cara que dizia: loucos!

E a correria valeu muito a pena:

Vista do quarto do hotel, Praia de Boa Viagem. Foto Marcelo Prim



Embarcação de mergulhos. Nível Internacional! Foto Marcelo Prim
 
 

Naufrágio Pirapama. Foto HMacedo

Tubarões lixa. Foto HMacedo


Naufrágio Vapor de Baixo. Foto HMacedo

Pirapama. Foto HMacedo


Esses peixes vermelhos são muito fotogênicos! Foto HMacedo




















Foram três dias de mergulhos. Logo no primeiro dia me apelidaram de A Exorcista...é que o dramin não foi solução para o mar agitado de Recife. Mas descobri o Meclin, meu novo aliado contra os enjôos no barco. E os mergulhos foram fantásticos!

O pessoal da Aquáticos foi nota 1000! E quero também agradecer aos amigos Clark e Fernanda pela companhia e excelente hospitalidade!

Gosto mesmo de uma das definições do Jan Pfiffer: "Viagem é uma sequência de coisas erradas que, no fim, dá tudo certo!"

Ahh...a visita a Porto de Galinhas merece um post a parte.

Abraços e bom fim de semana!

6 de outubro de 2011

Kuàilè!!! E lá se vão alguns quilinhos.... :-)

Em 18 de agosto, véspera do meu aniversário, postei um desafio no Facebook: Perder 4Kg em 60 dias. No fundo, no fundo, aquilo foi mais que um desafio, foi uma verdadeira confissão!

Muitos amigos me disseram que isso era loucura, que se eu perdersse 4kg iria voar como pipa no vento, que iria sumir, e essas outras coisas que dizem quando acham que você já está magra. O que muita gente não sabia é que desde o começo do ano eu havia ganho quase 5kg graças a essa vida paulistana de boa comida, muito trabalho e pouco sono. Obviamente não ter ido à academia foi uma contribuição importante!

Outro dia, no consultória da dentista, conversava com uma mulher que frequenta o programa Vigilantes do Peso. Ela já havia perdido quase 10 kg que ganhou durante recuperação de uma cirurgia no joelho e, quando lhe contei que queria perder 4kg e às vezes me sentia até envergonhada de falar por conta do número não ser assim tão representativo no universo dos quilinhos a mais, escutei uma das frases mais engraçadas desse período - "Cada um sabe da sua desgraça quando se vê pelado no espelho!"... hehehe

Pois bem, o fim do prazo se aproxima e tenho mais uma confissão pra fazer - eu não fui assim muito categórica em seguir uma dieta. No meio do caminho aconteceram algumas coisas interessantes - alguns amigos apareceram em Sampa City e fomos comer fora; fizemos pelo menos duas celebrações em casa, boas festas regadas a boa comida, enfreitei a TPM com chocolate, etc, etc, etc...


Hoje de manhã me pesei na mesma balança usada em agosto e, para minha alegria, lá se foram 2,5kg!

Apesar de não ter atingido o número desejado, me sinto bem. Desci da balança com uma palavra na cabeça - Kuàilè, que em mandarim quer dizer Feliz!

O desafio continua - atividade física e um certo controle com a comida, mas sem terrorismo comigo mesma. Màn màn lài...devagar, calma...

Hoje estamos em clima de viagem e mergulho. É dia de arrumar as malas, porque o mar nos espera! Dessa vez, em Recife!

E para trazer inspiração...

Noronha, setembro/2010

Noronha, setembro/2010

Abraço a todos!

2 de outubro de 2011

Começa o desafio culinário! Chove lá fora, mas tah um calor na cozinha!

Nada como uma boa chuva para dissipar essa nuvem de poluição em Sampa City! Por outro lado, foi uma pena porque não deu para estrear a bike nova...

Com água caindo lá fora, um resfriado que insiste em não ir embora, veio a decisão de adiar as pedaladas.

Mas, daí surgiu uma outra questão - a inquietude de ficar sem "fazer nada". Eu sou adepta do  "Fazer é pensar" como intuição que orienta e acredito mesmo que o trabalho feito pelas mãos pode animar o trabalho da mente, descrito pelo professor Richard Sennet, em seu livro O Artífice. Aliás, soube que boa parte das aulas do professor Sennett na London School of Economics e na University of New York são ministradas em uma cozinha. Isso mesmo, ele ensina economia, filosofia, etc, e os alunos aprendem enquanto cortam cebola, picam legumes, lavam louça, enfim, enquanto trabalham com as mãos...

Com todo esse cenário externo de chuva, e interno de inspiração em fazer e pensar, decidi me arriscar na primeira receita do livro da Chef Tatiana Cardoso (cozinha natural gourmet), desafio lançado no post de setembro "Se é para emagrecer, então tem que comer direito!"

Pois bem, arregacei as mangas.. Lista de compras, supermercado e algumas horas dedicadas à Polenta italiana com ragù de lentilha e amêndoa, enquanto refletia sobre minha saga em abrir um negócio próprio.

Eis o resultado:

Devo admitir que o melhor da experiência culinária de hoje foram os aromas. Se eu puder nomear os três melhores momentos em que os aromas mexeram com os meus sentidos ao cozinhar esse prato...humm, aí vai uma tentativa...bem difícil escolher:
1º Assar amêndoas!
2º Saltear cebola, pimenta rosa no azeite e acrescentar tomate picadinho com manjericão!
3º Adicionar creme de leite fresco à poleta!

E depois do olfato estar em êxtase, foi a vez do paladar...


Hoje não deu para ficar sem carne. Então fiz filé de frango ao molho para acompanhar. E o prato ficou uma delícia! Deu até vontade de passar debaixo da mesa! rsrss

Depois de todos os elogios do Marcelo, esse prato vai ter repeteco! :-)

Quanto ao novo negócio, nunca me senti tão corajosa! A receita do professor Sennett funciona mesmo!
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